segunda-feira, 27 de março de 2017

Fazer o ninho


Fazer o "ninho" para receber o nosso filho tem sido uma tarefa calma. Tenho sido uma grávida muito calma e nada ansiosa. Já o mais-que-tudo tem sido um pai mais complicado, sempre preocupado, sempre ansioso e já a stressar com questões como "E quantas vezes tem de mamar? E como é que eu sei que tem de dormir?". Já lhe expliquei 1001 vezes que as aulas de preparação para o parto também vão servir para esses esclarecimentos, mas de nada adianta. É stressado e ponto final.

Não sou das que acha - pelo menos, até ao dia de hoje - que o tempo tem passado a voar. Parece-me até que tem sido tudo muito lento. Muito tempo entre ecografias, muito tempo sem sentir o bebé (situação que mudou nas últimas duas semanas!), muito tempo sem me sentir grávida. 

Por agora andamos na pintura do quarto. Acabamos por decidir que o quarto terá três paredes brancas e uma parede cor-de-laranja, num tom mais forte. A ideia é usar as paredes brancas para pendurar coisas (temos um espelho, temos o quadro com o nome, mais uma espécie-de-estante-de-parede com três prateleiras brancas). Na 'dobra' da entrada do quarto vai ficar o quadro com o poema do "Amigo Aprendiz", que a minha irmã nos deu. Na parede que está a ficar cor-de-laranja, devemos apenas pôr a nossa prateleira branca com o formato da nuvem, que os meus sogros fizeram. Como o tapete é colorido e a parede vai ficar colorida, não devo pôr mesmo mais nada nas paredes nem quero muita decoração, pois a que temos é marcante. Logo veremos como vai ficar, no final desta semana, quando tudo estiver pintado e as prateleiras/espelhos/quadros afixados nas paredes. 

Nesta fase estou muito tranquila. Alguns dirão até... Demasiado tranquila. Desde que soubemos que estou grávida que temos andado a comprar tudo o que conseguimos, todos os meses. Se olhar para a lista daquilo que nos falta, os bens maiores "em falta" resumem-se a uma cadeira para o carro (para quando já tiver mais de seis meses... e apenas porque temos dois carros, já que vou herdar a do sobrinho), uma cadeira de papa mais bonita para ter em casa (mais uma vez, a ser usada só daqui a mais de meio ano). De resto, faltam apenas o candeeiro e cortinas para o quarto... E bens de higiene. Sim, também ainda podemos comprar mais roupinhas, mas já temos algumas. Falta é pensar também em mim - se não for pedir muito. Não tenho nada para vestir no hospital, já que não sou particularmente fã de camisas de dormir, muito menos de botões. Soutiens de amamentação tenho dois... se me servirem, na altura. 

A brincar, a brincar, faltam dois meses e meio... Se não tivermos surpresas pelo meio!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Insta last days

Sentar no chão é para meninos. Cão deitado à mesa, no after party do sobrinho. 

Os três da vida airada. 

Aproveitando os (saudosos) dias de sol.

Coisas bonitas para o meu rapaz. Da amorosa Gothic e Fluffy.

27 semanas e meia.

Só de lembrar que no Domingo estava a comer gelado... e agora há neve no Alto Minho!

Irmandade.

Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Talento inato... ou adquirido!

Eu devia receber um prémio de "ginasta" financeira do ano. Ou dos anos. Juro.

A todos os homens e mulheres que conseguem fazer o dinheiro esticar, torcer, retorcer, os meus parabéns. Não é fácil, mas # tamosjuntos

terça-feira, 21 de março de 2017

Super...


Tento ser sempre uma espécie de "super mulher". Bom, não é que tente, é "apenas" o meu feitio. 

No trabalho, nunca me queixo... mesmo que com razões.

Na vida mais pessoal, também não sou pessoa de me queixar (só com o meu rapaz). Posso não gostar de algo, mas costumo guardar para mim e tentar ultrapassar as situações sem discussões.

Na gravidez, idem aspas. Felizmente tenho tido a sorte de estar a ter uma gravidez santa, mas evidentemente que também tenho os meus dias menos bons.

Mas hoje... Oh caramba. Hoje estou morta de cansaço. Arrastei-me todo o santo dia. Sempre que parei, nem que fosse por dois minutos, dei por mim a fechar os olhos e a dormitar. Hoje estou cansada de ser super. Sou apenas uma mulher que está no 7º mês de gravidez, que anda a trabalhar quem nem uma maluca e que está cansada como nunca esteve. Sempre achei que ia aguentar a gravidez a trabalhar até ao fim sem problemas, porque me considero rija, mas começo a duvidar. Super cansada, é o que estou.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Dia da Felicidade


Diz que hoje se celebra o Dia da Felicidade. 

Claro que, para mim, a saúde acaba por ser a base de tudo. Se não estivermos bem e se não tivermos a certeza de que aqueles que amamos estão bem, é impossível viver-se de forma plena. Para mim, essa é a mais pura felicidade. O amor também faz parte dos sorrisos que deviam viver sempre na nossa vida. Um coração sem amor não pode sentir-se cheio - seja amor pelo companheiro, pelos filhos, pelos irmãos, amigos...Amor é amor e certamente um dos maiores motivos de felicidade.

À hora de almoço vi uma daquelas reportagens sobre o que é a felicidade, com vários anónimos a serem entrevistados. Entre os típicos "amor", "os meus filhos", "saúde", uma senhora respondeu "às vezes pode ser apenas tomar um café".

Gostei tanto, mas tanto dessa afirmação. Eu acredito piamente que a felicidade está principalmente na forma como encaramos a vida. Acredito que se estivermos disponíveis para sermos felizes, as coisas ficam mais favoráveis para o nosso lado.

A felicidade pode efectivamente estar nas pequenas coisas. Num passeio. Num lanche mais demorado. Numa tarde de cinema e pipocas. Numa nova peça de roupa. Não é um felicidade duradoura, claro que não... mas é um daqueles momentos felizes que nos enchem o coração.

Hoje a minha felicidade passou até por uma tarde de trabalho com boas colegas de profissão. Passou por um almoço rápido com o meu rapaz. Passará pelos cozinhados da minha mãe, que insiste em fazer-me o jantar porque uma grávida deve ser mimada.

Acima de tudo, a minha felicidade acho que reside no facto de me deitar todos os dias de consciência tranquila. Acredito que poucas sensações são mais plenas do que esta.


domingo, 19 de março de 2017

Para os meus reis

Foto de LOjinha DOce Clube de Fãs.

Mandei fazer, para o meu homem e para o meu filhote. Daqui.

Feliz dia do pai!

sábado, 18 de março de 2017

E viva o sol!

Foto de As Minhas Pequenas Coisas.

Têm estado dias fabulosos cá na cidade. Tive mesmo de optar pelas sandálias para aguentar o calor e - principalmente - para evitar as meias nos tornozelos, que são coisa para me perturbar (ainda mais) a circulação. 

Bom fim-de-semana!

sexta-feira, 17 de março de 2017

Mimos!


Eu acredito que quando dás amor, o mundo te responde com amor. Neste caso, com mimos para o filhote. 

Uma bandeirinha amorosa, que será pendurada ou no berço ou na cómoda do quarto. Os porta-chuchas mais queridos: um Pirata e um passarinho. 

Em feltro. Portugueses. Lindos de morrer. Da Gothic and Fluffy


quinta-feira, 16 de março de 2017

Maravilhas da maternidade #5


Uma pessoa deve ter o filhote nos braços lá para Junho.

Uma pessoa vai gozar da licença da maternidade, pelo que vai passar o Verão livre e descontraída.

Uma pessoa suspeita que não vai apresentar este corpinho na praia durante o próximo Verão.

Uma pessoa (ei, juro que não sou eu...) parece uma zebra na barriga e uma morsa em potência no resto do corpo.

Uma pessoa está a adorar a gravidez, mas desconfia que não vai gostar do corpo que vai ter depois da mesma.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Aprendizagens


Com a maturidade fui ganhando outro "calo" e experiência de vida, mas sempre fui uma pessoa algo crédula. Crédula no sentido em que sempre fui um pouco ingénua, acreditando que se tratarmos bem os outros, os outros nos trataram bem de volta.

Cresci rodeada de fortes valores. Tenho orgulho da personalidade dos meus familiares mais próximos, acredito genuinamente que são boas pessoas, incapazes de cometer maldades. A minha mãe é das pessoas mais correctas que conheço, o meu tio sempre foi a minha referência no que toca aos homens e a minha avó era aquele tipo de pessoa que sabia estar em qualquer lugar, sempre serena, sempre educada. Talvez por isso, cresci a acreditar que as pessoas não são más, apenas são afectadas pelas circunstâncias da vida.

Há uns anos isso mudou. Percebi que, de facto, existe gente maldosa 'só porque sim'. Gente que gosta de pisar os outros, 'só porque sim'. Gente que sofre de uma total falta de empatia e que se julga superior, mesmo que claramente não o seja (é o verdadeiro 'o mundo está todo errado e eu é que estou certa/o').

Hoje tive mais uma dessas provas. Não é que precisasse de mais provas, porque a pessoa em questão já tinha provado de que (falta de) fibra era feita. Sinceramente, nesta fase, só me dá é pena. Acredito que quem vive sempre na escuridão, não pode ter luz própria e muito menos sabe lidar com a felicidade dos outros. Existem pessoas que só são 'felizes' quando tentam prejudicar os demais - e esquecem-se sempre de olhar por si abaixo. Apontam o dedo, mas esquecem-se que os outros quatro dedos ficam apontados para si mesmos.

Eu vivo na luz. Graças a Deus e aos meus. Vai daí, a escuridão não me afecta.

segunda-feira, 13 de março de 2017

26!


 

É muita vaidade numa grávida só. :)

Por estes dias a fome imensa que senti nas primeiras semanas de gravidez voltou a aparecer... Estou tramada. 

domingo, 12 de março de 2017

Vamos agora ao balanço do segundo trimestre...


O segundo trimestre começou tão calmo quando o primeiro. Zero sintomas. Zero incómodos. Apenas comecei a sentir que não me apetecia comer nada daquilo que cozinhava - o processo de cozinhar tirava-me o apetite. A minha mãe e a minha tia lá foram tentando ajudar, fazendo sopa, confeccionando refeições... E eu fui aproveitando para ser mimada.

Mudamos de casa. Foi a minha prioridade, quando soube que estava grávida. Queria mesmo passar de um T2 para um T3, pois os meus animais estavam habituados a ter o seu quarto, o seu espaço. Vai daí, precisava de um quarto extra, obviamente para o bebé. Podia ser daquelas mulheres relaxadas... mas eu sou muito metódica e gosto de tudo organizado com antecedência. Mudamos de casa antes do Natal. Não podia estar mais satisfeita com a mudança - zona tranquila, favorável para crianças e para cães (isto também importa!) e um apartamento espaçoso para esta família de (quase) oito.

O quartinho do bebé desenvolveu-se a olhos vistos. Herdamos imensa coisa do meu sobrinho, foi-nos dada imensa coisa nova, entre móveis, decoração, roupinha... Enfim, um sem fim de coisas. Planeamos pintar o quarto nas mini-férias da Páscoa (mini-férias do pai... não minhas) e deixar tudo prontinho para receber o Rafael por essa altura. 

Lá para os 4/5 meses de gravidez comecei a ver a barriga a ganhar um formato mais arredondado, mas como sempre fui rechonchuda e uso roupa mais larga, algumas pessoas ainda conseguem achar que estou só mais gorda e mostram-se surpreendidas com a gravidez. Sinceramente, deixou de me importar. Estou a aumentar de peso como deve ser, sem excessos, o que me faz sentir bem. Agora tenho de me mentalizar para o aumento intensivo de volume no último trimestre... esse sim, promete ser dose.

Às 21 semanas e 2 dias o meu rapaz tinha 508 gramas de peso. Um super bebé, bastante pesado e comprido para o tempo de gestação. 

Se tudo parecia uma maravilha até agora... foi só entrar no sexto mês de gravidez para perceber que a gravidez não vai ser um mar de rosas. O último trimestre está agora a iniciar-se e já está a ser complicado de gerir, já que estou cheia de trabalho e com uma carga de responsabilidades em cima dos ombros. Há uma semana que me sinto imensamente cansada - o facto de ter anemia (tal como a minha mãe e a minha irmã) não é uma grande ajuda. Se ando dez minutos, sinto que corri uma maratona. Se tenho de fazer uma ligeira subida, começo logo a arfar. Até a minha amiga asma crónica resolveu dar um ar de sua graça, depois de ter praticamente desaparecido durante seis meses. Já tive de ir ao hospital, de urgência, fazer uma nebulização. Ao fim do dia a barriga parece que pesa cem quilos e um tijolo aloja-se por cima da minha caixa torácica. 

O melhor está mesmo prestes a começar... e promete ser de tirar o fôlego!

sexta-feira, 10 de março de 2017

Um mimo por dia...


Abriu hoje a primeira loja da Vilanova Accessories cá na cidade. Já me tinham deixado comentários sobre a marca, que é do mesmo grupo da Tiffosi, e andava curiosa. Basicamente, é muito do estilo Parfois (ambas portuguesas), com a diferença que a Vilanova me parece mais 'clean'. Não usam padrões. As malas/mochilas/sacos eram lisas e sem padrões de destaque. Os lenços e as peças de bijuteria eram mais diferentes, mas as malas eram basicamente lisas, sem grandes ornamentos. Gostei do conceito. Eu sou fã de roupa colorida e gosto de usar padrões, pelo que malas lisas vêm sempre a calhar. A qualidade parece-me aceitável, muito ao jeito da Parfois, com malas a rondarem os 20 euros. Os porta-moedas e afins até me pareciam bem mais económicos e tinham uma gama alargada de carteiras pequenas, de usar ao ombro, a óptimos preços.

Esta foi um pouco uma desilusão, pois também deveria dar para usar como mochila, mas não ficava grande coisa. No entanto, para usar ao ombro ou a tiracolo é impecável.

Mi likes it.


Perfeitas para o tempo quente.


Já eu recebi esta, oferta da minha tia. Vai dar imenso jeito para quando andar a passear o meu Rafael pela cidade fora.


quarta-feira, 8 de março de 2017

E então essa gravidez? Vamos ao balanço do primeiro trimestre...


Não me sentia grávida. 

Não me doíam as mamas (só me doeram uns dias, antes mesmo de fazer o teste de gravidez, o que me dava a quase certeza de que estava efectivamente grávida). Não tive qualquer enjoo, nem uma vez para contar a história. Não aumentei o número de soutien, graças a Deus e a todos os santinhos, que filho meu já tem muito onde agarrar. Não sentia absolutamente nada. Fome também não senti grande coisa, apenas um dia ou outro... Para algumas mulheres, isto seria uma maravilha... Para mim, que já andava a tentar engravidar há algum tempo, era, de certa forma, um desgosto.

Gostava de me ter sentido mais grávida. Até há poucas semanas continuava a achar esta gravidez algo irreal. Não sentia nada, não via nada - nem a barriga tinha o bonito formato de grávida, apenas estava mais balofa. As calças, essas sim, deram sinal rapidinho... Depois das primeiras 8 semanas de gravidez, já não aguentava quaisquer calças minhas - mesmo as elásticas. De manhã vestia-as e podia estar bem, mas depois do almoço começava a rebentar pelas costuras e a sentir-me um bonequinho Michelin em potência. Só no dia em que fiz a primeira ecografia oficial, a 19 de Dezembro, (no meu caso, às 14 semanas + 1 dia) é que me 'caiu a ficha' da gravidez... Vi o meu rapaz, soube que seria um menino, escolhemos logo o nome (uma decisão de... um minuto!) e tudo se tornou mais verdadeiro e feliz.

Primeiro trimestre muito calmo. Demasiado calmo para o meu gosto. Queria ter sentido mais a gravidez porque acho que me deixei sempre viver nas sombras de que algo poderia correr menos bem.

Com o Natal, a gravidez ganhou um carinho ainda mais especial. Recebi tanta prenda para o meu filhote que foi impossível não começar a andar na rua com outro sorriso. Foi depois desta ecografia que revelei 'ao mundo' a gravidez, até então resumia-se a família e meia dúzia de amigos próximos. A partir daí, tem sido uma enchente de amor.

terça-feira, 7 de março de 2017

E viva o romantismo...


Uma pessoa pode carregar o filho dele no ventre, mas o homem não consegue melhorar no que toca ao romantismo. Depois de eu ter demorado mais de uma hora a adormecer, acordo com ele (perto das duas da matina) a anunciar-me: "Vou para o sofá. Estás a fazer demasiado barulho a respirar e não consigo dormir".

Desculpa lá. Sou asmática e estou doente, oh. Ouviu logo um "também já te ouço a roncar como um porco há cinco anos".

Insta last days

Confraternizações em família.

Romeu & Ginger, os mais novos dos tios.

Crepes recheados - tradição de Carnaval na família.

Bella bellíssima, a que mais aprecia os brinquedos que lhes compramos... 

O focinho que roubou o meu coração.

Mimos que a minha mãe comprou para o neto. Vai ficar um show, todo moderno!

Adoro ver bebés - especialmente meninos - vestidos de forma relaxada. O meu bebé vai ser um bebé todo-o-terreno, equipado para explorar a vida à vontadinha.  


Um mimo para o sono do meu rapaz... Com padrão de cães por fora, com forro peludo por dentro. :)


Tudo com tanto bom gosto, tanta elegância... enfim... de babar!




segunda-feira, 6 de março de 2017

25!


Praticamente a 2/3 do processo. Apesar de andar com crises de asma há quatro dias, sinto-me radiante. Querido filho já se mexe bastante, certamente em solidariedade com a doença da mãe.

Eu bem sei que algumas mulheres não gostam de estar grávidas e sentem-se feias... Mas eu adoro este estado de graça e sinto-me mais bonita que nunca. Mesmo que pareça uma lontra!


sábado, 4 de março de 2017

O que importa é ter saúde!

Foto de As Minhas Pequenas Coisas.

Quase 25 semanas. Comecei a andar de forma esquisita, mais arrastada...

A polémica da taróloga

As tarólogas resolveram voltar a fazer asneira. 

Desta vez, a taróloga Maria Helena disse a uma espectadora da SIC para 'cansar o marido' e se pôr bonita, conselhos apresentados como forma de lutar contra a denunciada traição do marido. Por 'cansar o marido' deve entender-se 'dar-lhe muito sexo'.

Maria Helena resolveu então dizer à mulher traída para se pôr bonita, ser mais esperta que as galdérias e cansar o marido."Pode fazer o que todas as mulheres fazem. Canse o seu marido. Canse o seu marido, faça muita ginástica, arranje-se toda, ponha-se bonita, que ele depois, se ele fizer muita ginástica em casa, lá para a rua já sobra pouco", resolveu afirmar. 

A senhora que telefonou ainda se mostrou reticente... mas a taróloga insistiu "Ó filha canse-o. Invente coisas".

"Se quer salvar o casamento faça o que a Maria Helena lhe está a dizer. Estou-lhe a dizer porque sei: você arranja-se toda, empinoca-se toda... quando o homem chega a casa você diz 'vamos fazer ginástica, filho, anda cá'. E pronto, não fala na outra. É assim que se faz para salvarmos os nossos casamentos. Temos de ser mais espertas que as galdérias", disse ainda. Se se tivesse equivocado à primeira, à segunda não há cá margem para dúvidas.

Já eu tenho um conselho diferente para todas as mulheres (e todos os homens, traídos):

A única forma de 'cansar' válida para tratamento de traidores é atirar-lhe tudo o que é roupa e bem pessoal para o meio da rua e fazê-lo apanhar tudo. Mudar a fechadura e não o deixar entrar mais.

quinta-feira, 2 de março de 2017

As prioridades que incomodam muita gente


A malta que não sabe respeitar as prioridades, nos supermercados, no trânsito, na vida em geral... Mas nos supermercados, em particular.

Estou grávida de 6 meses. Nunca usei a prioridade (agora obrigatória). Não me faz falta, pois ando fresca que nem uma alface. No entanto, sei reconhecer que algumas mulheres sofrem mais do que eu. Temos os enjoos, as quebras de tensão, as dores, as pernas cansadas... Por aqui, estamos com a tensão a 6-9, o que é bastante baixo, mas ainda não sentimos quebras (uma ou outra tontura, de vez em quando). 

No entanto, lá está, se as prioridades existem, devem ser respeitadas. 

Com o novo decreto-lei, é irrelevante se estamos nas Finanças, na Segurança Social, no supermercado ou no restaurante: é obrigatório dar prioridade a pessoas deficientes, idosos, grávidas ou pessoas acompanhadas de crianças de colo. Quem não o fizer, pode ser multado.

Efectivamente, pelo que tenho lido, as pessoas andam mais sensíveis, porque sabem que agora é obrigatório e podem levar multa - já não é apenas uma questão de gentileza. No entanto, continuam a manter-se as 'bocas' e as 'directas e indirectas'.

"Gravidez não é doença";
"Eu estive grávida e nunca usei disso";
"Ninguém tem culpa que tenha engravidado, à minha frente é que não passa";
"Está cansada para esperar, mas não está cansada para andar no supermercado";
"Mandasse o marido".

Os argumentos que tenho lido por aí são muitos e variados. É um facto, admito, que algumas mulheres grávidas usam a prioridade apenas porque não querem esperar - mesmo que se sintam bem. Nesse caso, consigo perceber a 'injustiça' - mas não é injustiça, é a lei. Obviamente deveria prevalecer o bom senso.

No entanto, sabem lá os outros o que cada um está a passar. Aqui há uns dias eu andava aparentemente bem, mas sentia dores (fortes, por vezes). Também já tive tonturas. Já tive de trabalhar 6 ou 7 horas seguidas sem comer algo, o que é altamente desaconselhado, na gravidez. Se tivesse usado a prioridade numa ou noutra situação, não estava a roubar pedaço a ninguém. Estava a usar a lei em meu favor.

Se é sempre justo? Acredito que não... Mas acho deprimente o facto de saber que várias grávidas deixam de usar a prioridade porque têm medo e receio de ouvir comentários desagradáveis. Quão mesquinhos podemos ser?