quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Bimbólica!


Resultado de imagem para bimby 5 geração

Era um sonho meu.

Há cerca de oito/nove anos fiz um trabalho na faculdade sobre a Bimby. O enfoque era o facto de a Bimby ser muito utilizada nos hotéis de luxo. Visitei o Sheraton no Porto, por exemplo, onde me explicaram que usavam imenso a maquineta para os clientes tardios, que se lembravam de querer comer de madrugada. Também conversei com muitos homens que passaram a dedicar-se à culinária quando a Bimby apareceu.

Na altura fiquei encantada... Mas foi há dois anos, quando fui assistir a uma demonstração em casa de um (ex) casal amigo, que fiquei apaixonada em definitivo. Na altura fizemos granizado, gelado de fruta, bôla de carne, bacalhau com natas. Super eficaz, muito simples.

Com a gravidez, estava constantemente a dizer ao mais-que-tudo que tinha de arranjar uma Bimby ou uma máquina do género. Não somos bons cozinheiros, costumamos comer sempre os mesmos pratos, todas as semanas. A ideia de começar a fazer diariamente papas de fruta e sopas para o Rafael estava a preocupar-me porque quero mesmo que ele tenha uma boa alimentação.

Vai daí, ontem decidimos. Contactei a vendedora que nos fez a demonstração, apresentamos as nossas condições... e pensava eu que teria de esperar. Sei que há alturas no ano em que o tempo de espera chega quase a um mês... Mas hoje de manhã já tinha a compra aprovada. Na próxima semana já devo recebê-la.

Estou prestes a ser uma entusiasta proprietária da Bimby de 5ª geração, com cook key. Estou felicíssima!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Odiozinho de estimação


Gente que adora regatear preços.

Incrivelmente, parece que só decidem exibir a arte de regateio no comércio tradicional, mais pequeno e com mais dificuldades. Nunca ouvi falar em gente que pede "descontinhos" numa Zara, numa Worten, numa marca grande. Optam sim por pedir "uma atenção" no comércio pequeno, que já tem a corda no pescoço.

Hoje fui fazer as minhas unhas, como é habitual, de três em três semanas.

Entra uma senhora que já tinha marcação para extensão de pestanas. Sei que quando se marca pela primeira vez, são informados do custo. No entanto, ela disse: "Afinal qual é o valor? É que vi agora, ali atrás, um outro preço". "40 euros", responderam-lhe. "Bom, agora que já aqui estou, fico aqui. Mas ali atrás vi que faziam a 25 euros", acrescentou. Nem lhe responderam.

Até eu, que não tinha nada a ver com o assunto, fiquei incomodada. Acho uma lata vir falar dos preços das outras lojas. Ainda mais lata acho quando o discurso traz uma crítica ímplicita. Pior ainda quando a diferença é que no sítio em questão (onde eu estava) os produtos estão ligados a uma marca internacional, não sendo naturalmente os mais baratos, mas certamente sendo de maior qualidade do que os da loja "ali atrás".

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Hot!


Já tomei dois banhos hoje e desconfio que vou ao terceiro.

Não sei como existe tanta gente porquinha por aí... Poucas coisas me sabem melhor do que estar no chuveiro a levar com água no cabelo. Para não falar da sensação de corpo e roupa lavada.

domingo, 20 de agosto de 2017

Odiozinho de estimação

Resultado de imagem para tumbleweeds

Amo de paixão os meus animais, mas se há coisa que me mexe com os nervos são os 'tumbleweeds' constantes cá de casa.

Os tufos de pêlo aparecem com uma rapidez desgraçada. Ando constantemente de mopa/esfregona na mão, a limpar tudo - limpo de manhã e à noite. Quando acabo de limpar num lado, já aparecem tufos de pêlo no outro. 

Não sei como é que o cão e as gatas ainda têm pêlo, tendo em conta a quantidade de pêlos que perdem diariamente.

Que nervos, senhores. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Vamos fazer uma pausa, sim?


Alegadamente andava a tentar comer melhor. Até tenho perdido bem peso, mas obviamente que a firmeza está pela hora da morte e este corpitcho está a precisar de ser melhorado...

Mas caramba, estamos em Agosto. A minha cidade está em festa.

Temos o pão com chouriço. Pão com chouriço e queijo. Bifanas. Cachorros. Hambúrgueres. Pipocas. Farturas. Churros. Gelados. A doçaria regional. As tortas de Viana. Os jesuítas da Pastelaria Dantas. 

Não vamos andar a enganar-nos... Voltamos a pensar em dieta no mês de Setembro, pode ser?

domingo, 13 de agosto de 2017

Ooops!

Pois.

Já me tornei uma daquelas mães que fala imenso sobre a quantidade e qualidade dos cocós que o bebé faz. E que fica imensamente feliz quando vê a fralda suja. 

Acontece às melhores. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Instaweek


Mãozinhas.

Os meus três colares estão prontos para a Romaria!

No passado Sábado o Rafael teve o seu primeiro evento social. Jantámos fora e ele dormiu o tempo todo. :D

Bebé vianense.

Dia Mundial do Gato é a 08 de Agosto.

O novo vestido da Mango. Amo!

Meus preciosos.

Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Trela para crianças


Sei que em Portugal não é muito habitual ver crianças "com trela", mas no Verão vejo muitos estrangeiros a optarem por esta forma de segurança. Do meu ponto de vista, tem a enorme vantagem da segurança e a vantagem de proporcionar à criança uma maior sensação de liberdade e, quem sabe, gerar até mais confiança.

Quem tem crianças sabe que estas podem ser bem traquinas e "pisgar-se" num instante. Se largarem a nossa mão à beira de perigos, os acidentes podem mesmo acontecer. 

Vai daí, sempre fui a maior defensora das "trelas para bebés". Aceito perfeitamente que algumas pessoas possam ficar algo incomodadas com a imagem, mas daí a compararem os bebés a cães parece-me uma grande diferença (mas já ouvi esses comentários, dirigidos a outras pessoas).

Por aqui, encomendei online uma destas trelas, que estica até 1,5 metros de comprimento. Primeiramente, vamos usá-la para tornar os nossos passeios mais seguros, já que vivemos numa zona com subidas e descidas e a ideia de tropeçar e largar o carrinho é algo que nos incomoda. Depois, achamos que vai ser óptimo, para quando o Rafael começar a andar. 

Foto de As Minhas Pequenas Coisas.

Nota: Comprei na Ali Express, pesquisando por "trela de crianças". Custou nem 5 euros, com os portes de envio, e chegou em cerca de três semanas. Não consegui encontrar este modelo em lojas nacionais, embora saiba que existem modelos de trela estilo mochila (a criança usa a mochila às costas). No entanto, como este "atrela" pais e filhos, pareceu-me mais adequado.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Vaidades

A nova colecção da Mango está maravilhosa! Muitos padrões floridos, vestidos fluidos... Enfim, a minha cara! Não quero comprar roupa nesta fase, pois ando a ver se perco a barriga que ainda tenho. Já coube dentro de uma das minhas calças de ganga... mas ainda me faltam uns 2/3 centímetros para voltar a caber em todas as minhas calças. Apesar de ter perdido todo o peso da gravidez e ainda uns quilos extra, a barriga ainda não voltou ao normal - sendo que o normal, em mim, nunca foi magro.

Anyway, estes dois já cá cantam. Uma recém-mamã merece mimar-se, que é para não sentir que é apenas uma vaca leiteira. ;)
Vestido fluido textura | MANGO
Vestido fluido textura | MANGO
Vestido decote v | MANGO
Vestido decote v | MANGO
(esqueçam o ar deprimido desta menina...)


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Dramas de uma mãe


O Rafael tem tanta roupa gira que, se calhar, nunca vai usar. Ele cresce a olhos vistos, eu herdei muita coisa mas ainda me pus a comprar montanhas de roupa... E agora é uma tristeza ter de arrumar roupa com o qual o vi apenas uma vez. Se não arrumar essa, não usarei a roupa do tamanho seguinte e por aí em diante...

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Rebola que é bola...


Sempre me falaram da "fome" da gravidez. Não notei assim nada de especial. Nada de desejos. Não me apetecia comer aquilo que cozinhava. Apenas sentia fome durante a noite, mas nada que um iogurte líquido não resolvesse...

Mas mau maria, a fome que se sente durante a amamentação é qualquer coisa digna de registo. Tenho fome de hora a hora. Só me apetecem doces. Tenho sempre sede. Continuo a não ficar entusiasmada com aquilo que cozinho e, se tivesse tempo ($$$), passava a vida a fazer refeições fora de casa.

Agora sim, sinto vontade de comer por dois. Por mim e pelo bebé que tenho de alimentar.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Restauração e competência


Chega-se a esta altura do ano e começam a circular notícias sobre os cafés/restaurantes/bares que aumentam de forma extrema os preços durante o mês de Agosto. Também ouvimos falar de espaços de restauração com preços diferentes para portugueses e para estrangeiros. 

O mês de Agosto em Viana do Castelo é uma loucura. É uma terra de emigrantes, a população aumenta que é uma loucura durante estes dias. Com a Romaria d'Agonia (de 17 a 20 de Agosto) recebemos mais de 1 milhão de visitantes.

É por isso comum deparar-me com situações deste género...

- À sexta-feira costumava almoçar com a minha família num restaurante e comia (quase) sempre panados com arroz de feijão, que adoro de paixão. Neste mês, deixavam de vender este prato. Tudo bem, até entendia. Mais vale deixarem de vender o prato do que aumentarem o preço do mesmo prato a clientes habituais. Parece-me bem mais honesto;

- Por outro lado, num dos restaurantes mais frequentados da cidade (tipo snack-bar), numa semana pagou-se 5 ou 6 euros por filetes de pescada... e na semana seguinte o mesmo prato, exactamente igual, já custava mais de 10 euros. Os turistas e visitantes podiam não notar... Mas os clientes habituais notaram e obviamente não gostaram;

- Quartos de banho nojentos. Eu bem sei que a restauração está cheia de trabalho, mas parece-me impensável entrar num quarto de banho e ver caixotes de lixo de um metro de altura completamente cheios, com papéis espalhados por todo o lado. Urina no chão, um cheiro nauseabundo... Não se pode admitir semelhante;

- A restauração continua a insistir nos contratos de Verão a jovens sem experiência. Contratam jovens (ou nem contrato fazem...) sem qualquer experiência na época mais difícil do ano. Resultado? Uma desorganização absoluta. Serviço atrasado. És capaz de esperar meia-hora para virem à tua mesa saber o que pretendes consumir e pelo menos mais dez ou quinze minutos até trazerem o pedido.

A verdade é que, com a vontade que têm de atender e "despachar" os turistas e clientes de ocasião, acabam por perder os clientes habituais (que estão lá o ano inteiro) com tamanha falta de competência. Quando criam preços diferentes para portugueses e estrangeiros, é muito mais grave. É ser-se ladrão - e isso não tem desculpa.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Instaweek

O orgulho do pai. Já é oficialmente sócio do Boavista.

Presentes! Uma mão marioneta que aposto que ele vai adorar.

As minhas duas malas. É raro sair de casa sem a lancheira, pois mais vale prevenir que remediar.

Já tinha um colar com lenço branco, outro com laço verde... este ano comprei o amarelo! A Romaria d'Agonia está quase a chegar.

A começar a fazer alguma ginástica. Não apreciou muito - sai à mãe.

Burrito treme-treme, para começar a 9ª semana de vida...

É meu e é um lindão.


Abençoado!


Dom Rafael recebeu ontem as vacinas dos dois meses. Fiquei com algum receio de reacções, febres e afins.

A única reacção que teve foi o milagre divino de ter dormido 9 horas seguidas. Sem febre, sem chatices... Apenas muito sono. Abençoado!

5.630 quilos e 58 centímetros aos dois meses. Um gostosão. 

domingo, 30 de julho de 2017

2 meses!


Foto de Sónia Silva Sá.

O Rafael celebra hoje 2 meses de vida.

Nasceu três semanas antes do tempo, quando eu ainda nem sequer me sentia preparada para o conhecer. Nasceu e apoderou-se da nossa vida, de todos os segundos, minutos, horas e dias.

Começa agora a interagir mais connosco. Já sorri e começa a querer rir quando brincamos com ele. Já tentou deitar a mão a algumas coisas. Está cada vez mais forte, ergue bem o pescoço e se o pusermos de barriga para baixo parece uma cobrinha a arrastar-se. Olha para tudo, sempre curioso, e gosta de ficar a olhar para nós de forma compenetrada.

Tem dormido muito bem, muito calminho. Adora colo, mas tem uma mãe que gosta de o ter habituado a adormecer no berço. Por seu lado, tem um pai que tem sido o melhor de todos e que o enche de mimos e carinhos a toda a hora.

É o meu pesseguinho. O meu ursinho. O meu bebé. O mais bonito do mundo e que me apaixona um bocadinho mais a cada dia que passa.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Dos avós


Ontem foi o Dia dos Avós e infelizmente eu já não tenho avós. Nem maternos nem paternos. O mais-que-tudo está na mesma situação, sem avós. Para compensar, o meu Rafinha tem os seus quatro avós de boa saúde. 

Do lado do meu rapaz, os avós já estão reformados, mas vivem numa terra mais afastada. Do meu lado, quer a minha mãe quer o meu pai ainda trabalham e ainda têm uns bons dez anos de trabalho pela frente.

É triste. Eu já não fui mãe nova, acho que 28 anos é uma idade perfeitamente razoável para se ser mãe (apesar de reconhecer que a maioria dos novos pais já estão nos trinta...). No entanto, o meu filho nunca vai poder ter aquilo que eu tive: uma avó sempre em casa. O lado materno da minha família viveu muitos anos junto. Eu cresci - até aos 12 anos - numa casa grande, com os meus pais, os meus irmãos, os meus tios e a minha avó materna. Nunca conheci o meu avô materno, mas toda a gente diz que eu sou muito parecida com ele no que toca ao feitio. 

Crescer numa casa onde vive a tua família mais próxima é uma verdadeira bênção. Ter uma tia e uma avó sempre presentes (enquanto os meus pais trabalhavam) foi a maior sorte que eu e os meus irmãos podíamos ter tido. Tínhamos sempre companhia. Preparavam-nos o pequeno-almoço, o almoço, o lanche - enquanto víamos o Dartacão e o Songoku. Cuidavam de nós quando estávamos doentes. Iam connosco à praia, à cidade, onde fosse preciso. 

A minha avó chegou a levar-nos ao infantário (a meio tempo) dentro de um carrinho de mão e, apesar de essas coisas hoje em dia serem mal vistas, para nós certamente que representam uma bonita memória. A minha avó ia deitar-nos, nós fingíamos que adormecíamos... e, mal ela adormecia no nosso meio, nós abríamos os olhos e começávamos a fazer asneiras. Se ralhava connosco, nunca era muito convincente, pois não tenho grandes memórias dela a ralhar comigo e com a minha irmã.

Tenho mesmo pena que, hoje em dia, as crianças não possam ser acompanhadas pelos avós, mesmo que os avós vivam perto... pois os avós ainda trabalham. A idade da reforma sobe cada vez mais e as novas gerações perdem em qualidade de vida na infância. Eu ainda tive muita sorte. Tive a melhor infância de todas, sempre rodeada de amor.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Ahhh!


"Tens de dormir enquanto o bebé dorme", dizem-me as pessoas.

Obrigadinha pela dica. 

Nos entretantos vou contratar uma empregada doméstica para não termos de levar o cão à rua, aspirar, limpar o pó, lavar o chão, pôr roupa a lavar, estender roupa, recolher roupa, passar a ferro, ir ao supermercado, cozinhar, lavar a louça, mudar a areia das gatas. Aproveito e peço à empregada para me dar banho, para me secar o cabelo. Já agora, poderia ela ir à farmácia por nós, passar no centro de saúde a marcar consultas e fazer umas caminhadas (para não dar em louca dentro de casa). 

Sim, podíamos dormir na hora que nos sobra... Mas convém conseguir ver alguns noticiários, pôr umas séries em dia e consultar as redes sociais. E estar com a família. 

Se estivesse a trabalhar, não sei como seria. Uma pessoa deita-se sempre depois da meia-noite e nunca tem tempo para nada. 

sábado, 22 de julho de 2017

Insta last days

O chapéu da Tuc Tuc já lhe serve. Fica lindão!

Anjo protector e pérola com menino.

É muita star quality...

O vigilante Pirata controla o mano humano.

As massagens começam por irritá-lo, mas acabam por adormecê-lo.

Fontes de amor: oferecidas por uma amiga da mana, pelo meu cunhado, pelo meu companheiro, pela minha tia.

As mais velhas, Blackie e evita.

Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Da mente

Chester Bennington, um dos vocalistas dos Linkin Park, suicidou-se hoje. O post não é sobre este caso, pretende ser mais genérico.

Uma das coisas que mais me incomoda quando se ouve falar de suicídios é a quantidade de pessoas que julga os outros sem conhecer os seus medos, as suas inseguranças, os seus traumas. Impressiona-me a maneira como parecem desvalorizar as doenças mentais e o poder que uma depressão (exemplificando) pode ter. 

Até há uns anos eu também achava, de forma parva e injusta, que a depressão era coisa de "gente fraca". Não entendia que as pessoas estavam doentes. Não entendia que uma depressão é uma rede emaranhada que pode prender a pessoa até ao seu limite. 

Hoje em dia tenho tanto medo e tanto respeito por estas questões. Felizmente não existe historial na minha família nem conheço casos próximos de suicídios... Mas sempre que ouço falar em suicídio tento calçar os sapatos dos outros. As vidas podem parecer perfeitas, mas todos nós temos medos, receios, traumas, inseguranças. E há vidas que nem escondem a merda que são.

A capacidade de empatia faz cada vez mais falta neste mundo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Disto de ser Mãe


Apesar de ter levado a gravidez sempre em modo "boa onda", ia lendo bastante. Frequentei fóruns, li livros, artigos, notícias, participei num grupo privado no Facebook... E fui desenvolvendo aquela ideia de que "quando o meu filho nascer, vou sentir um amor sem fim". Uma pessoa ouve dizer que é suposto ser assim. Que basta vermos o nosso filho para o amarmos daqui até à lua e da lua até aqui.

Foi preciso uns bons dias depois do parto para aceitar que não somos todas iguais. O meu companheiro ficou absolutamente maravilhado com o nascimento do filho e tem sido o melhor Pai que pode ser. Já eu sinto que estou a crescer enquanto Mãe. 

Quando ele nasceu tive uma crise de nervos, chorei que me fartei, pois tinham sido já 11 horas de parto, horas difíceis e nas quais acreditei que ia mesmo para cesariana. Foi uma alívio ter conseguido parto normal e chorei imenso. Os efeitos da epidural vieram logo a seguir: tanto sono, tanto cansaço, tanto enjoo... Na primeira noite, em vez de estar embevecida com o bebé, só queria era dormir. Não queria ver ninguém, só queria descansar. O mais-que-tudo perguntava 1001 vezes "ele não é lindo?" e eu nem sabia o que lhe dizer. 

Ao fim de duas ou três semanas eu estava impossível de aturar. Se já dormia mal, passei a dormir pior. Se já era resmungona, passei a ser irascível. Talvez por causa da "descarga" de hormonas, estive essas semanas numa fase esquisita, em que me parecia que era tudo meio irreal. Levei a mal algumas coisas que sei que não deveria ter levado a mal. Vi dramas onde eles não existiam.

Demorei uns dias a conseguir assumir isto perante o pai do meu filho: a mim não me deu o "clique" imediato. Não deu. Não tenho culpa. Não o faço por gosto. Sei que há mulheres que se sentem mal em assumir esta realidade e sei que há até senhoras que ficam deprimidas por não conseguir este vínculo imediato... Eu também duvidei de mim. Também me senti mal e pensei "porque raio não posso eu ser mais 'normal'?". Mas depois fui ler, fui informar-me, e percebi que imensas mães passam pelo mesmo que eu passei. Acreditem que isso ajudou imenso. Percebi que não era o ET que me sentia. 

Sete semanas depois, sinto-me muito mais completa. Mais apaixonada. Amo o meu filho todos os dias um bocadinho mais. Cada dia o entendo melhor. Cada dia o sinto mais meu. 

Vamos indo e vamos crescendo. Pasito a pasito, suave suavecito.